sexta-feira, setembro 07, 2007

Sei lá porquê...

Hoje apeteceu-me. Sei lá porquê. Depois de tanto tempo voltei a olhar para o teclado com vontade de aqui deixar alguma coisa. Quanto mais não seja de abrir a porta a escritas futuras.
Sou assim. De modas.
Há alturas em que começo a fazer alguma coisa e parece que não consigo deixá-la de lado até ter tudo acabo e "perfeito". Depois... desinteresso-me. Fico parada. Deixo de fazer ou pensar. Sinto um espaço dentro de mim que não consigo preencher, mas também não consigo "materializar" o que sinto. Refugio-me no trabalho ou nos livros. Sempre nos livros.
E hoje apeteceu-me vir aqui.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

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Que saudades de andar perdida por estas paragens...

Heidi ou Pokémon?

Estava a dar aqui uma voltinha pelo meu mail quando vi esta verdadeira pérola que em tempos me enviaram e que decidi passar para aqui. Convém dizer que neste momento já está desactualizado aí uns 3 anitos, mas de qualquer maneira continuo a achar que está libndo!

GERAÇÃO HEIDI

Têm hoje 25 anos, ou à volta disso. Chamavam-se Anas Tudo (especialmente Cristina, Filipa, Rita ou Sofia). As outras eram Carla, Sandra ou Sónia. Os rapazes eram João Tudo (geralmente Pedro, Nuno ou Paulo) ou Luís Miguel.
Muitas mães eram domésticas, e levantavam-se mais cedo para enfiarem almôndegas à força nos termos da escola. As que não eram, andavam muito ocupadas a vender tupperwares e davam dinheiro para comer na cantina.
Principal preocupação dos pais: que os filhos dessem em doutores.
Pequeno-almoço: papa Cerelac ou Nestum, se possível com leite gordo e muito açúcar, ou então leite com chocolate.
Lanche: uma carcaça mole ensopada de doce de morango ou marmelada.
Comida da cantina: carne assada com massa, empadão ou jardineira.
Levava-se para a escola: uma mochila verde tipo tropa com fechos de cabedal que encaracolavam no segundo dia e com inscrições dos grupos favoritos: Duran Duran, Spandau Ballet ... havia uma régua espetada nos dias das aulas de Educação Visual. Nos dias de Educação Física levava-se um saco de pano com o fato. Pesavam toneladas. Não se conseguia encontrar os livros escolares. Estavam sempre esgotados porque eram os mesmos para toda a gente.
Havia quem os forrasse para passarem para o irmão mais novo no ano seguinte. Na papelaria da esquina comprava-se 1 embalagem de marcadores, 1afia, 1 borracha, 1 esquadro e era suposto que desse para todo o ano.
Na ginástica, usava-se sapatilhas brancas e fatos de treino azuis escuros, encarnados ou verdes. E andava-se com aquilo o dia todo.
Nas aulas: faziam-se cadernos de autógrafos a dizer: " Nas ondas do teu cabelo, ensinaste-me a nadar / Agora que estás careca , ensina-me a patinar". Passavam-se papelinhos.
Nas férias: iam para a casa dos avós ou eram deixados à balda.
Vestia-se aquilo que viesse à mão. Blusas verde-eléctrico com golas de bico, calças de bombazina com joalheiras. As meninas podiam ter aplicações de malmequeres de pano, vestiam saias de pregas sem nenhuma forma e sapatos rasos com lacinhos.
Ambos: pull-overs às riscas, camisolas tricotadas pelas mães dois números acima, kispos (que deveriam durar quatro anos, no mínimo), galochas amarelas e botas caneleiras.
Não havia a Zara. Era normal ser-se muito feio com 10 anos.
Trocavam-se cromos das Maravilhas da Natureza, da Kate Greenaway ou da caderneta de futebol.
Em casa brincava-se: às bonecas, aos carrinhos e com os bonecos dos estrunfes. Jogava-se ao jogo da Glória e ao Monopólio. Batia-se nos irmãos.
Com os amigos, andava-se de skate, jogava-se ao elástico, ao bate-pé e ao quarto-escuro. Alguns ficavam na rua a tarde toda a jogar à bola e a andar de bicicleta.
Lia-se: "A Condessa de Ségur", os "Cinco", as "Gémeas no Colégio de Santa Clara" e a Patrícia, a Mónica, a Mafaldinha e o Astérix. Os rapazes liam o Michel Vaillant.
Na televisão via-se a "Abelha Maia", o "Tom Sawyer" e o "Willy Fogg" (em reposição contínua), O Vasco Granja com desenhos animados checoslovacos que ensiravam a atravessar a rua, a Pantera cor-de-rosa e o professor Baltazar. Aos domingos, o Julio Isidro, o "Sítio do pica-pau amarelo", "Dallas, o "Homem da Atlântida", os "Marretas" e os "Anjos de Charlie".
No cinema: "7 noivas para 7 irmãos", "Sissi", "ET", a "Musica no coração" pela 2.934.484 vez, e "Os malucos" em outras fases da sua existência.
Ídolos: Chalana, os Queen, Duran Duran, Bruce Springsteen, Brian Adams, Sheena Easton e Tina Turner.
O que se vai recordar: esfregar a sola dos sapatos novos no passeio. A bola da comida de termos no prato. Verdade ou consequência. Os Porcos no Espaço. A tiara de lata da Supermulher, as barbatanas entre os dedos do Patrick Duffy. Os pacotes de Belinhas.

GERAÇÃO POKÉMON

Têm hoje 10 anos ou por volta disso. Chamam-se Joana, Inês e Filipa. Ou, então, Marta, Mariana, Madalena ou Rita, sem falar na Cátia e na Vanessa, claro. Os rapazes são André, Tiago, Bernando, Zé Maria ou Filipe.
As mães trabalham até às 8 da noite, passam duas horas paradas no tabuleiro da ponte a ouvir a Rádio Nostalgia ou a pensar na vida e sabem que descongelar é uma arte.
Principal preocupação dos pais: que os filhos não dêem em drogados.
Pequeno-almoço: qualquer coisa que tenha crocante, chocolate e brinde escrito no mesmo pacote.
Lanche: donuts, batatas fritas, tiras de milho frito ou snacks de chocolate.
Comida da cantina: carne assada com massa, frango com massa ou bife com massa.
Levam para a escola uma mochila de rodinhas. Ou, então, mochilas impermeáveis de marca, pretas ou azuis-escuras. Continuam a pesar toneladas.
Em Setembro vão ao corredor do hipermercado que diz "Regresso às Aulas" e compram milhares de canetas, aguarelas e lápis de cera. Têm coisas sofisticadíssimas dentro do estojo, principalmente as meninas: borrachas com cheiro a tangerina, elásticos e fitas do cabelo, autocolantes minúsculos e pulseiras.
Na ginástica, as meninas vestem tops e calças de lycra. Os rapazes, calções.
Ambos: ténis pump com sola fluorescente.
Nas aulas: jogam Gameboy e mandam mensagens pelo telemóvel.

Nas férias: vão para campos de férias moer o juízo dos animadores ou passam 15 dias em Inglaterra a estudar Inglês. Os mais sortudos vão para casa de um amigo no Algarve.
Ambos vestem calças e sweat-shirts com t-shirt por baixo e ténis em camurça. As meninas usam brincos, pulseiras, borboletas autocolantes para espetar no pescoço, molas, ganchos, malinhas, gel fluorescente. Há calças especiais para meninas, mais justas em cima. Todos os anos (algumas todos os dias) têm roupa nova. Não é suposto andarem andrajosos, nem no recreio.
Conhecem-se as tendências internacionais. Há marcas que usam e outras que só por cima do seu cadáver. Dois anos depois, tornam-se dread.
Trocam-se cartas do Pokémon e brindes de pacotes de batatas fritas. Quem pode, joga computador e fala num chat da Internet até às 4 da manhã. Vê-se televisão. Bate-se nos irmãos. Nunca se brinca na rua porque se pode ser raptado por um pedófilo.
O tempo que não se está na escola, está-se no inglês, na natação, no taekondo, no kickboxing ou, então, em casa a olhar para o ar.
Lêem: a colecção "Uma aventura" e outros autores portugueses. Os "Arrepios". "O clube das Amigas". Os mais intelectuais já se atiram ao Harry Potter.
Na televisão vêem: tudo o que os adultos vêem. Filmes de terror e desenhos animados (às vezes são a mesma coisa). O "Ranger do Texas", o "Querido Professor", o "Zip Zap" e os programas de videoclips. Há quem ainda veja o "Batatoon" por saudades, embora não confesse. Quem tem TV cabo ainda vê o Cartoon Network e o Panda. Muitos têm toneladas de cassetes com filmes da Disney.
No cinema vêem: "O professor chanfrado", "Missão impossível", e tudo o que tenha um carro a perseguir um camião (os rapazes) e Tom Cruise a perseguir quem quer que seja (as meninas).
Ofendem-se quando os querem levar aos desenhos animados, embora depois gostem.
Ídolos: o Figo, os Anjos, o d´Arrasar, O Miguel e o André, Marco do big brother. Também há a Britney Spears e a Jennifer Lopez, os Backstreet Boys e todas as bandas de adolescentes que pareçam agricultores suecos do século XVIII.
O que se vai recordar: ainda não se sabe. Embora alguns falem no cheiro dos ténis do irmão.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Espairecer...

Estou a precisar de espairecer... e estou feliz porque vou conseguir fazê-lo este fim-de-semana! Ah, pois é! Itália estou a caminho! Vou dar um giro até Verona, ver a varanda dos amantes mais românticos da história: Romeu e Julieta... ah.... sou mesmo uma romântica parvinha!... :o)

"Descargas" à força

Há pessoal que deve acordar de manhã a pensar a quem é que vão lixar a vida durante o dia... É realmente incrível o modo como algumas pessoas reagem às coisas mais pequenas.

Hoje calhou-me na rifa passar o dia inteiro numa recepção de um centro comercial. Até aqui tudo bem. Não é a coisa mais aliciante, mas sempre se vai conhecendo algumas pessoas novas, algumas bastante curiosas.

O objectivo era dar formação às pessoas da recepção sobre um novo produto que vão vender. Aqui a coisa foi-se complicando porque estamos a falar de vender net a pessoas para quem os computadores ainda são tecnologia de ponta. Mas o mais importante estava presente: a curiosidade e o interesse por aprender e apreender mais qualquer coisa. Descobrir um "mundo novo": a tal da Internet.
Claro que a formação era interrompida constantemente pelas pessoas que iam entrando para fazer o pagamento do parque, para pagar a electricidade, para validar o estacionamento, etc.

E foi aqui durante algumas horas que fui apanhando um bocadinho do dia-a-dia destas pessoas.

É realmente incrível as bestas com que me deparei... pessoas que entram como se fossem donas da razão e que independementemente do que se lhe diga vão para ali para a bela da discussão. Porquê? Ninguém tem bem a certeza...

Um simples bom dia é suficiente para explodirem e descarregarem todas as suas frustrações: se estão chateados com o patrão, com os colegas de trabalho, com os maridos, com os filhos.... tudo é "largado" em cima do primeiro desgraçado que lhes surge à frente. Esquecem-se que quem está do outro lado do balcão é uma pessoa como eles, com os seus problemas, dilemas e dificuldades. Alguém que não existem só para "apanhar" com as frustrações dos outros. Ser simpático não custa nada... nada mesmo. e a mim só me tem trazido benefícios ultimamente.

Desde que estou mais ligada à área comercial que aprendi duas coisas: primeiro, a ouvir as pessoas e tratá-las com simpatia e depois que não sou saco de pancada e que se me faltam ao respeito a conversa acaba por ali. Não aturo faltas de educação. E isso é o minimo que se pode exigir.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Disfarce da pura estúpidez

Confesso que a incompetência me incomoda. É uma coisa que não suporto. Como é que se justifica que a mesma pessoa possa repetir os mesmos erros, vezes e vezes sem conta e achar que isso é normal?
Errar todos erramos. Não nos vamos iludir, porque é assim. Agora, a partir do momento que nos explicam como melhorar, se não o tentamos fazer é porque agora coisa está errada... Num primeiro nível faz-me impressão as pessoas não sentirem brio no que fazem. Não sentirem necessidade de tentar melhorar. De aprender. De evoluir.
Mas depois se estes mostram que não têm aptidão para o que lhes exigem tem que haver alguém que os chame à atenção, não é? Alguém que os responsabilize pelos seus actos, decisões ou simples indecisões. Senão não se faz nada, não se avança. Vive-se atulhado na incompetência (o disfarce perfeito da pura estúpidez), constantemente a disfarçar os erros com um "chico-espertismo" tão nosso e tão irritante que lá vai conseguindo safar todos aqueles para quem a mediocridade ser
ve perfeitamente, desde que acompanhada de um salário jeitoso no final do mês.

sábado, janeiro 28, 2006

Ida às urnas

Já parece que estamos um pouco longe da altura em que em qualquer poster, jornal ou revista se via, falava e comentava sobre os nossos "propostos" a presidente. Mas como tenho tido umas semanas de loucura pura, só agora é que consegui vir até aqui "bloggar" sobre as eleições.
A verdade é esta. Gosto de votar. Faz-me sentir que faço parte de algo importante. É um direito que me recuso a deixar de exercer. Gosto especialmente da ida às urnas. Cresci na Portela, que é um mundo. Todos se parecem conhecer pelo menos de vistas. E em dias de eleições é certo e sabido que encontro aquele amigo já não vejo há séculos, ou mais propriamente desde a primária. Aquela amiga do secundário que já está casada e com filhos. É um sensação boa. De unidade. De bairro. De desenvolvimento. De que crescemos e temos a nossa vida. E a verdade é esta. Gosto de votar.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Simplesmente deprimente

Odeio almoçar sozinha. Confesso que odeio e sempre odiei. Acho deprimente. Muito deprimente.
A hora de almoço é a altura em que deveriamos espairecer depois de uma manhã de trabalho. Falar de tudo e de nada. Rir. Conversar. Ou melhor, deitar conversa fora. Mas em vez disso, se estamos sozinhos o que fazemos? Vemos os outros a confraternizarem, enquanto olham meio de esguelha para nós por estarem a sentir que estamos a tentar ouvir sobre o que conversam, ao mesmo que tempo que pensam "coitada, aquela ali está a comer sozinha". E o simples facto de estarem a olhar para nós com aqueles olhos ainda torna a coisa mais... deprimente.
Definitivamente odeio comer sozinha. Por muitos motivos, mas acima de tudo porque acho que é extremamente... deprimente.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Entrada na blogmania

Destrambelhada? Eu? Não!
Talvez distraída, e não raras vezes perdida, mas só isso! Acho que antes de mais, e depois de tão "honrosa" apresentação da minha pessoa, são necessários alguns esclarecimentos. Sim, sou a Joana. Sim perco-me a torto e a direito. Sim, passo metade do dia em busca da estrada que me leve de volta a um local conhecido, mas isso é só mesmo porque os pontos de referência estão constantemente a mudar de sítio, assim como as estradas. ;o)
Quanto a esta maravilhosa entrada no mundo da blogmania, podem crer que o desafio foi aceite. Aliás... que o repto foi aceite! Não garanto que seja actualizado com a frequência que deveria, até porque a verdade é que ainda estou muito enferrujada, a precisar de desentorpecer os dedos e o espírito.
Dêem-me o devido desconto de início, só até isto começar a ser uma rotina, uma necessidade, uma busca de partilha.
E acima de tudo OBRIGADO a vocês por, com os nossos jantares, me ajudarem a manter a "normalidade"! :o)

O maravilhoso mundo da blogoesfera e da Joana

Conhecem alguém que entre completamente em pânico quando tem de atravessar uma estrada sem passadeira e que os carros ainda vêm a mais de 500 m de distância? Assim é a Joana, a dona deste novo blog. E como ela desde que deixou de trabalhar na área de internet se desleixou (no bom sentido da palavra, se é que ela tem algum) e anda completamente fora da realidade da blogosfera, ontem à noite, eu e o Ricardo decidimos que ela também tem ter um blog para partilharmos ainda mais a cumplicidade que rege a nossa amizade. E foi assim que nasceu o Destrambelhada, pela mão de dois amigos que querem à força que ela entre neste mundo maravilhoso. Agora é só esperar que ela aceite o repto. Um grande beijo!